quinta-feira, 5 de julho de 2012





O que é a vocação na minha vida ?




"Entre suspiros, e sorrisos começo a entender a vocação. Surgiu na feliz brincadeira de criança, nos primeiros sonhos inconstantes, ora soldado, ora escritor...ora padre. Germinou, criou raízes no coração que a muito sonhou, e hoje se fortifica, nasce da terra, como qualquer outra árvore, mas essa é diferente, essa sim. Essa produzirá frutos que moldarão caminhos tortuosos."


  Como entender a vocação em pleno século XXI, onde mudanças outrora centenárias, ocorrem em questão de dias? Antes era simples não havia tantos caminhos, não havia tantas possibilidades, o homem era mais centrado, ou mais cego. Seja o que for, os anos passaram, e tudo mudou, está cada vez mais fácil não entender, e viver caminhando com as pernas alheias e pensar com o alguns poucos cérebros do que voltar o foco para si mesmo e quem sabe entender as mudanças que cabem a cada um, junto com os conflitos e momentos alegres. Está muito mais fácil se prender a modas, e grupos sociais, do que a Deus, está mais fácil olhar para os outros e não pensar em si.
  Entendo a vocação como um tempero, sentimos primeiro o cheiro, se nos parece agradável perguntamos do que se trata, após termos a plena consciência do que é, escolhemos entre provar ou não. Caso se escolha provar começamos a saborear aos poucos, sentindo os nuances do sabor, e quanto mais se prova mais se entende do que se trata, e quem sabe se interessa mais, e começa a comer de verdade, para uma hora ficar satisfeita.
  Quando surgem os primeiros desejos, os primeiros questionamentos e inquietações normalmente buscamos entender o que está se passando, uma vontade de conhecer mais a fundo algo, uma vontade de quem sabe trilhar os caminhos que se encontram com os rastros dos bem-aventurados. Então resolvemos conhecer, ou então, esquecer para sempre o que um dia serviu de motivação.
  Se após o período de discernimento optamos por arriscar, arriscar ser santo, arriscar fazer a diferença, arriscar ser humano partimos para a casa de formação, e então entramos nos moldes da vida religiosa, ai finalmente fecha um ciclo, e abre uma vida. Uma vida de sacrifícios e alegrias, de provas sem gabaritos, algo surpreendente aos olhos alheios, sem sentido para alguns, loucura para outros e sanidade ao extremo para poucos.Certamente essa sanidade exige certos sacrifícios, exige privações, mas como toda aventura, é necessário que haja algo para animar, quem sabe essa aventura não termine na plena realização ?


O que acha de provar esse tempero também?

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