Passado
Como diz o velho chavão : "Povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la"
Muitas vezes escutei essa frase nos comerciais do "The History Channel", canal que por muitas tardes foi o meu entretenimento, e confesso que somente após algumas vezes parei para analisar o verdadeiro significado, e que me dar conta de que realmente se trata de uma verdade que poderia ajudar o povo brasileiro a recordar a sua recente e cruel história.
Não irei citar fatos, já que existem tantos que certamente iriam mascarar o verdadeiro motivo dessa postagem, refletir sobre o que não é dito nos colégios.
Atualmente os livros didáticos pouco nos revelam sobre o Brasil, e até quem sabe a história de um povo que se auto intitula: "Humano". Os professores se encarregam de dar a primeira iniciação a um processo que certamente terá continuidade, alienação, ou melhor ensinar a andar como o gado. Os chefes aproveitam o que foi ensinado nas escolas, e a família fica abandonada, afinal só o progresso importa. Certamente o governo se sente bem com a ignorância, e é ainda melhor quando ela atinge tudo e todos, afinal assim não haverá questionamento. Somos verdadeiros bonecos, marionetes nas mãos gananciosas do governo, e objeto nas mãos do mundo.
Durante épocas da história brasileira, homens e mulheres, maculados pelo ideal de mudar a dura e cruel realidade, de trazer à nação democrática a liberdade, de ser e viver tal como a nossa personalidade e consciência manda morreram nos idealizados e esquecidos sonhos, e projetos. Indígenas e criollos, soldados e pais de família viveram e morreram por essa nação. Triste pensar que um dia sonhos foram destruídos pela sobriedade de quem odeia arriscar, de quem não ousa amar. Triste pensar que o nosso futuro está à deriva dos cruéis robôs brasileiros, e que humanos se tornaram escravos do conceito de que "pior do que está não fica".
Que um dia arrisquemos sonhar, que um dia arrisquemos estudar, que um dia os livros sejam simples, com conteúdo real, que um dia professores sejam humanos - utopia. Espero que tudo isso seja apenas um pesadelo, e que irei acordar no país dos homens pensantes, ou melhor, atuantes. Espero que a história que hoje vivemos jamais se repita, que as chagas fechem e as cicatrizes nos sirvam de mapa para o progresso.
Seminarista Cappucci
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